Em
reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) realizada entre 16 e 18 de
abril, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 9,75% para 9%
ao ano. Em dois anos esta é a menor taxa registrada no país.
A
queda na taxa Selic permite que os juros cobrados em empréstimos, cartões de
crédito, financiamentos, cheque especial etc sejam reduzidos. Tendo em vista
este benefício, este é um excelente momento para rediscutir e recalcular suas
dívidas junto aos credores adotando a nova taxa de juros como balizador da
negociação. Até mesmo para os cofres públicos a redução da Selic é benéfica uma
vez que mais de 75% da dívida pública do País está ligada direta ou
indiretamente à Selic.
Se
por um lado os benefícios são visíveis, por outro é preciso ser cauteloso ao
cuidar do seu dinheiro. Há muitas pessoas que se endividam em momentos como
este uma vez que o custo dos empréstimos se torna atrativo. Diversos bancos,
públicos e privados, reduziram os juros nos empréstimos para pessoa física e
jurídica estimulando o crédito.
Ao
analisarmos as taxas de juros de outros países, notamos que, apesar do COPOM
ter reduzido pela sexta vez seguida a Selic, os juros do Brasil são
exorbitantes (veja a tabela abaixo):
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Banco Central
do Brasil
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18/04/2012
|
9,00%
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Banco Central
do Canadá
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08/09/2010
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1,00%
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Banco da
Inglaterra (BoE)
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05/03/2009
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0,50%
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Banco do
Japão (BoJ)
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19/12/2008
|
0,10%
|
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Banco
Ceuntral Eropeu (BCE)
|
08/12/2011
|
1,00%
|
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Federal
Reserve (Estados Unidos)
|
16/12/2008
|
0,25%
|
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Banco Central
da Suíça
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03/08/2011
|
0,00%
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Banco Central
da Austrália
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06/12/2011
|
4,25%
|
Como
podemos notar, a taxa básica de juros do Brasil é mais que o dobro da adotada
na Austrália, mostrando-nos que nossos juros são extremamente altos.
Do
ponto de vista da economia internacional, embora menos atrativo que há algum
tempo, os títulos brasileiros continuam pagando muito bem.
Para
os consumidores (pessoas físicas), assim como não devemos comprar algum produto
apenas por estar em promoção, também precisamos ser cautelosos para não cair na
tentação emprestar dinheiro apenas porque seu custo está mais baixo. Lembrando
que limite de cheque especial, financiamento, crédito direto ao consumidor
(CDC) entre outros, são considerados empréstimos e seus juros são exorbitantes.
Meu
conselho é que os que já estão endividados aproveitem o momento para renegociar
e pagar suas dívidas. Caso você não faça parte deste grupo, cuidado para não
criar problemas financeiros futuros.
Sergio
Paulo Brea
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