Em artigo publicado neste blog intitulado “Livre-se das dívidas” (setembro de 2011), inseri uma tabela com a taxa de juros básica dos principais bancos centrais do mundo, incluindo o do Brasil. Daquela data em diante houve algumas alterações. Ontem, dia 7 de março, o Banco Central do Brasil reduziu novamente a taxa Selic chegando a 9,75%.
A redução na taxa de juros (Selic) gera a redução de diversas outras taxas que estão diretamente ligadas ao nosso cotidiano. Entre elas as dos cartões de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal nos bancos, juros no comércio. Este decréscimo estimula o consumo ao mesmo tempo que torna os investimentos menos atrativos. No entanto, caso a capacidade produtiva das indústrias não esteja preparada para o aumento de consumo, há uma pressão nos preços (demanda maior que a oferta) gerando inflação.
O câmbio também é afetado pela alteração na Selic. A sua redução torna o país menos atrativo para investimentos uma vez que a rentabilidade diminui. Com a diminuição dos investimentos em títulos brasileiros, reduz-se a entrada de dólares no país, diminuindo sua oferta e consequentemente seu valor aumenta.
Nos parágrafos acima citei apenas alguns efeitos da redução da taxa básica de juros. Imagine você o quão complexo é equacionar todas as variáveis envolvidas de tal forma que tenhamos uma economia equilibrada. Há setores que são beneficiados por taxas mais altas e outros por taxas mais baixas. Fazer a conciliação de interesses de tal forma que traga benefício a todo o país é uma tarefa que beira ao impossível.
Sergio Paulo Brea
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