No
artigo anterior (O Gênio da Lâmpada!!!), escrevi que há inúmeros charlatães que
comercializam o evangelho usando textos das Sagradas Escrituras sem analisar o
contexto dos mesmos adulterando assim a Bíblia visando alcançar seu público.
Temos
a obrigação de alertar as pessoas menos esclarecidas sobre os desvios
doutrinários pregados nas mais diversas igrejas. Romildo Ribeiro Soares (R.R
Soares da Igreja Internacional da Graça), Valdemiro Santiago (Igreja Mundial do
Poder de Deus), Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus), Valnice
Milhomens (Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo), Kenneth Erwin Hagin
(Movimento Palavra de Fé) são apenas alguns dos mais famosos e que tem sido
motivo de vergonha para os verdadeiros cristãos.
Infelizmente,
com receio de perder clientes para estes charlatães, inúmeros pastores que
lideram igrejas cristãs de denominações tradicionais sérias, deixam-se levar
pela mesma metodologia, utilizando jargões hereges tais como: “eu determino”,
“eu exijo”, “pela fé eu tomo posse” e muitas outras frases de efeito, mas que
nada tem a ver com os ensinamentos de Jesus. Nada tem a ver com o cristianismo.
Cristo não nos ensinou a exigir, determinar ou tomar posse. Estas e uma
enxurrada de outras falácias são utilizadas em nome de Jesus sem que Ele as
tenha ensinado.
Não
são apenas jargões, mas a mistificação de certas práticas também tem
hipnotizado o público. Há Igrejas que possuem caixa para se colocar os pedidos
de oração. A ideia é interessante, no entanto, devido ao precário conhecimento
bíblico há quem mistifique a caixa de oração e passa a valorizar o objeto como
se tivesse um fim em si mesmo. Depoimentos revelam esta distorção: “...fui
curado depois que coloquei meu pedido na caixinha de oração...”. Outra prática
contestável é da unção com óleo. Errado? Considerando o que lemos em Tiago, não
há nada de errado. No entanto, mais uma vez entra em cena a mistificação do
objeto. Diante deste perigo, para que causar confusão? Por que ungir com óleo
se é totalmente dispensável?
A
cada dia vemos Igrejas cheias, porém vazias. Igrejas cheias de pessoas, cheias
de misticismos, cheias de ensinos desprovidos de base bíblica. Igrejas vazias de
conteúdo, vazias de pessoas com o caráter de Cristo, vazias espiritualmente,
vazias do temor de Deus.
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