quarta-feira, 30 de maio de 2012
Cuidado com o apelo
Precisamos estar muito atentos quando evangelizamos para não utilizarmos termos que levam a um entendimento equivocado da Palavra de Deus.
Em um mundo egocêntrico, até mesmo cristãos bem intencionados podem cair em certas armadilhas como fazer apelos à conversão que nada tem a ver com o evangelho verdadeiro. Exemplificando para facilitar o entendimento, vejamos um termo muito utilizado não só por embusteiros neopentecostais como também por pregadores bem intencionados: “Deus tem um plano maravilhoso para sua vida.” É uma mentira? Não, Deus realmente tem um plano excelente para nossas vidas, mas para uma pessoa que vive para si, para o seu próprio “eu”, soa-lhe como algo que vem reafirmar seu egocentrismo: “ Se há um Deus que tem um maravilhoso plano para mim, este é o parceiro que eu quero, afinal, eu também tenho um plano excelente para mim mesmo”. Quando Pedro pregou à multidão após a descida do Espírito Santo, seu apelo não massageou o ego de ninguém. Em Atos 2.38 lemos o apelo que fez: “Arrependei-vos...” Nada disse Pedro sobre planos pessoais de vida, prosperidade financeira, auto realização. Ele foi direto ao ponto de maior relevância e necessidade espiritual: arrependimento. Incrível notar que hoje as pessoas pensam que precisam maquiar o evangelho para que se torne atrativo, para que multidões lotem igrejas. Pedro pregou o evangelho puro e segundo o relato do verso 41 de Atos 2, “naquele dia agregaram –se quase três mil almas”.
Veja o vídeo abaixo com as palavras de Paul Washer. Seria hilário se não refletisse a realidade.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Heresias nos "louvores"
Vejam no vídeo abaixo a excelente palavra de Paulo Romeiro sobre as heresias encontradas nas músicas que são cantadas nas igrejas
terça-feira, 22 de maio de 2012
Examine a Palavra
Fui convidado para pregar em uma Igreja que não citarei o nome para não expô-la. Inspirado pelo Espírito Santo, elaborei o sermão cuja base foi postada neste blog no artigo intitulado “Compromisso com Deus” de 17 de outubro de 2011. Minha intenção foi alertar os ouvintes sobre os falsos profetas que se levantam pregando um evangelho incoerente com o verdadeiro evangelho ensinado por Jesus. Falei sobre certos jargões utilizados principalmente por líderes pentecostais e neopentecostais que atribuem a Deus o papel de servo e ao homem o papel de senhor. Citei apenas alguns como: “Eu determino”, “Pela fé eu tomo posse” e “Eu profetizo”. Aberrações que atraem milhões de pessoas no mundo inteiro, especialmente as que não têm conhecimento da Palavra, não buscam a vontade de Deus e apenas os seus próprios deleites. É muito mais fácil lotar uma “igreja” com mensagens de prosperidade sem compromisso com Deus do que com o verdadeiro evangelho pregado pelo Senhor Jesus Cristo. Não foi sem motivo que o líder indiano Mahatma Gandhi disse: “Amo o cristianismo mas odeio os cristãos, pois não vivem segundo os ensinamentos de Cristo.” Infelizmente sou levado a concordar com o que disse, excetuando o que se refere ao ódio pelos cristãos.
Infelizmente, após a pregação que fiz naquele dia, o pastor da igreja foi à frente como de costume e, ao invés de encerrar com uma oração ou tecer algum comentário favorável ao ensinamento bíblico exposto, desconstruiu toda mensagem que havia elaborado. Feriu totalmente a ética e ainda defendeu todos os jargões que combati. Disse o pastor, ainda, que podemos sim determinar, tomar posse e outras coisas mais e, segundo ele, há inúmeros textos na Palavra que nos mostram que podemos fazer todas estas coisas. Detalhe: ele não citou sequer um texto enquanto eu, citei diversos (veja o artigo). Se há base bíblica, por que não citou nenhum texto? Simplesmente porque não há.
É deprimente que, mesmo em denominações reconhecidamente mais atentas ao verdadeiro ensino da Palavra de Deus, cada vez mais se levantem líderes adeptos do evangelho de conveniências.
Deixo, portanto, o texto de Atos 17.11 no intuito de incentivá-lo a ler, meditar e estudar as Escrituras para não ser levado por falsos ensinamentos: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo”.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
O crente batista e o dom de línguas
Pastor Levir Perea Merlo *
Irmãos em Cristo Jesus, o objetivo desta reflexão não é o de semear dúvidas ou discórdias no meio do povo de Deus. No nosso meio ainda há dúvidas e até interpretações equivocadas sobre o dom de línguas. Por exemplo, quando alguém afirma: “...pasmem, até sobre os ´dons de línguas´ incontestavelmente um tabu no meio do povo batista mas, uma realidade insofismável na vida do povo de Deus...” (OJB pág.15, 25/03/12). Pode até ser um tabu para aqueles que não se esforçam para estudar a Bíblia com mais profundidade, mas não para aqueles que também se dedicam nas doutrinas bíblicas e se aprofundam.
O que significa essa expressão usada pelo apóstolo logo no início do capítulo 14 de 1 Coríntios? A boa e saudável hermenêutica sempre recomenda ler todo texto e também o contexto e aí sim tirar suas conclusões. Vamos transcrever os versos 2 e 4 de 1 Coríntios 14, versão de acordo com os melhores textos em Hebraico e Grego: “Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios. “O que fala em línguas edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja” (Uma observação: “estranha” não existe no original grego).
Evidente que esses textos dão margens a várias interpretações, mas quando verificamos algumas declarações paulinas principalmente nos capítulos 12, 13 e 14 de 1 Coríntios. Por exemplo: (12.7) “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum”, ou seja, os dons foram dados para edificação da igreja, contrariando o “edifica-se a si mesmo” (13.8). “O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá”, os dons vão cessar, ou já terminaram? Qual é o problema? Se o mais importante é o Amor (14.18 a 20). “Dou graças a Deus, que falo em línguas mais do que vós todos”. “Todavia na igreja eu antes quero falar cinco palavras com o meu entendimento, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em línguas”. “Irmãos, não sejais meninos no entendimento; na malícia, contudo, sede criancinhas, mas adultos no entendimento”. Ou seja, “falar” em línguas era, e é, meninice, perceberam?
Os versos 2 e 4 não trata de afirmação categórica, mas é uma figura de linguagem muito usado por Paulo, conhecida como ironia. Ele estaria mais ou menos dizendo assim: ‘já que vocês estão desejosos tanto assim de falar em línguas (era principalmente mulheres, veja os versos 34, 35, nada contra as mulheres hoje, entendam) sem um tradutor está somente edificando-se a si mesmo, exaltando a si mesmo; quer falar em línguas só em mistérios pois ninguém o entende, só Deus mesmo’. Nenhum dom foi dado para proveito próprio mas para edificação do corpo, o dom verdadeiro está explicitado em Atos 2, e corresponde a idiomas terrenos, não a línguas de anjos como querem alguns, se é que houve uma babel no céu, salvo pela rebelião de Lúcifer e os anjos rebeldes, o dom de línguas foi e é a capacitação dada pelo Espírito Santo que é Deus, para que alguns homens e mulheres transmitissem a mensagem de Deus a outros povos na sua própria língua.
Como diz o pastor Fanini respondendo a pergunta formulada no tratado sobre os dons: Existe hoje o Dom de Línguas? “Tudo depende da vontade de Deus. Cremos que, se Deus necessitar que um crente vá pregar no meio de uma tribo que nem conhece e, se precisar que se fale na língua daqueles indígenas para comunicar-lhes o evangelho, ele possibilita-lhe a ocorrência. Devemos lembrar-nos que, quando alguém recebe a capacitação milagrosa para falar numa língua estrangeira, que não aprendeu pelo processo comum de aprendizagem, isto ocorre sempre para a glória de Deus e para a evangelização do mundo, segundo a vontade de Deus.” (Os dons do Espírito Santo, p. 7).
Recomendo para os que estão interessados em se aprofundar no assunto, o Livro de C. Norman Sellers: Conclusões Bíblicas Sobre Línguas (caso não tenha na praça, posso te enviar um exemplar) e o livro de Robert Gromacki: Movimento Moderno de línguas, é elucidativo sobre o assunto.
* Membro da PIB em São Caetano-PE
Irmãos em Cristo Jesus, o objetivo desta reflexão não é o de semear dúvidas ou discórdias no meio do povo de Deus. No nosso meio ainda há dúvidas e até interpretações equivocadas sobre o dom de línguas. Por exemplo, quando alguém afirma: “...pasmem, até sobre os ´dons de línguas´ incontestavelmente um tabu no meio do povo batista mas, uma realidade insofismável na vida do povo de Deus...” (OJB pág.15, 25/03/12). Pode até ser um tabu para aqueles que não se esforçam para estudar a Bíblia com mais profundidade, mas não para aqueles que também se dedicam nas doutrinas bíblicas e se aprofundam.
O que significa essa expressão usada pelo apóstolo logo no início do capítulo 14 de 1 Coríntios? A boa e saudável hermenêutica sempre recomenda ler todo texto e também o contexto e aí sim tirar suas conclusões. Vamos transcrever os versos 2 e 4 de 1 Coríntios 14, versão de acordo com os melhores textos em Hebraico e Grego: “Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios. “O que fala em línguas edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja” (Uma observação: “estranha” não existe no original grego).
Evidente que esses textos dão margens a várias interpretações, mas quando verificamos algumas declarações paulinas principalmente nos capítulos 12, 13 e 14 de 1 Coríntios. Por exemplo: (12.7) “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum”, ou seja, os dons foram dados para edificação da igreja, contrariando o “edifica-se a si mesmo” (13.8). “O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá”, os dons vão cessar, ou já terminaram? Qual é o problema? Se o mais importante é o Amor (14.18 a 20). “Dou graças a Deus, que falo em línguas mais do que vós todos”. “Todavia na igreja eu antes quero falar cinco palavras com o meu entendimento, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em línguas”. “Irmãos, não sejais meninos no entendimento; na malícia, contudo, sede criancinhas, mas adultos no entendimento”. Ou seja, “falar” em línguas era, e é, meninice, perceberam?
Os versos 2 e 4 não trata de afirmação categórica, mas é uma figura de linguagem muito usado por Paulo, conhecida como ironia. Ele estaria mais ou menos dizendo assim: ‘já que vocês estão desejosos tanto assim de falar em línguas (era principalmente mulheres, veja os versos 34, 35, nada contra as mulheres hoje, entendam) sem um tradutor está somente edificando-se a si mesmo, exaltando a si mesmo; quer falar em línguas só em mistérios pois ninguém o entende, só Deus mesmo’. Nenhum dom foi dado para proveito próprio mas para edificação do corpo, o dom verdadeiro está explicitado em Atos 2, e corresponde a idiomas terrenos, não a línguas de anjos como querem alguns, se é que houve uma babel no céu, salvo pela rebelião de Lúcifer e os anjos rebeldes, o dom de línguas foi e é a capacitação dada pelo Espírito Santo que é Deus, para que alguns homens e mulheres transmitissem a mensagem de Deus a outros povos na sua própria língua.
Como diz o pastor Fanini respondendo a pergunta formulada no tratado sobre os dons: Existe hoje o Dom de Línguas? “Tudo depende da vontade de Deus. Cremos que, se Deus necessitar que um crente vá pregar no meio de uma tribo que nem conhece e, se precisar que se fale na língua daqueles indígenas para comunicar-lhes o evangelho, ele possibilita-lhe a ocorrência. Devemos lembrar-nos que, quando alguém recebe a capacitação milagrosa para falar numa língua estrangeira, que não aprendeu pelo processo comum de aprendizagem, isto ocorre sempre para a glória de Deus e para a evangelização do mundo, segundo a vontade de Deus.” (Os dons do Espírito Santo, p. 7).
Recomendo para os que estão interessados em se aprofundar no assunto, o Livro de C. Norman Sellers: Conclusões Bíblicas Sobre Línguas (caso não tenha na praça, posso te enviar um exemplar) e o livro de Robert Gromacki: Movimento Moderno de línguas, é elucidativo sobre o assunto.
* Membro da PIB em São Caetano-PE
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