Ao longo da história da
humanidade notamos Deus agir de maneiras distintas. Marcião, um herege que
escreveu em meados do segundo século, afirmava que o Deus do antigo testamento não
era o mesmo do novo testamento. Ele defendia que o primeiro era mal,
inferior ao segundo. Esta interpretação equivocada de Marcião deve-se ao modo
distinto do agir de Deus ao longo do tempo.
A caminhada de Jesus por
este mundo foi marcada por inúmeros milagres. Ele curou cegos, paralíticos,
leprosos. Ressuscitou mortos, expulsou demônios, multiplicou pães, enfim, uma
quantidade indizível de milagres foram feitos por Jesus. E seus discípulos?
Eles também operaram diversos milagres em nome de Jesus.
Era necessário que Jesus
agisse desta forma para que se cumprisse o que fora profetizado no antigo
testamento. Vejamos o que diz o evangelho de Mateus:
E
Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. E
tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os.
E,
chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra
expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos;
Para que se cumprisse o
que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas
enfermidades, e levou as nossas doenças. Mateus
8:14-17
Como sabemos, na época de
Jesus a Palavra de Deus não estava toda revelada e, portanto, os milagres
operados por Ele eram necessários para que Jesus fosse reconhecido como o
Messias esperado.
Encontramos ainda hoje
pessoas que pensam equivocadamente que a forma de Deus agir permanece a mesma
sempre. Há quem acredite nas armações que falsos profetas tramam para atrair
contribuintes para seu enriquecimento.
Ainda hoje Deus tem poder
para fazer as mesmas maravilhas que fez no passado. Ainda hoje Deus tem poder
para curar instantaneamente cegos, paralíticos e ressuscitar mortos. No
entanto, apesar de ter o mesmo poder, vivemos outro momento da história. A
Bíblia, que é a Palavra de Deus, já está completamente revelada e, portanto,
tal modo de agir não é mais necessário para que o Homem reconheça que Jesus é o
Messias, o salvador, aquele que tem poder para perdoar os pecados e nos dar uma
nova vida.
Os milagres de Jesus
descritos nas Escrituras nunca tiveram um fim em si mesmos, mas serviram para
demonstrar que Ele era o tão esperado Messias.
Deus é o mesmo ontem, hoje
e eternamente? Certamente, porém sua forma de agir difere ao longo da história.
Portanto, não se iluda com encenações de curas e outros “milagres” apresentados
por falsos profetas. Deus está interessado infinitamente mais com o que é
eterno: a sua alma, e muito menos com o seu corpo que em breve entrará em
decomposição e para o pó da terra voltará.